A AAZINE é um espaço de liberdade — dessas que não pedem senha nem autorização.
Não tem orçamento, patrocínio, nem carimbo oficial. Tem algo melhor: vontade, papel e uma impressora que, quando quer, faz milagres.
Aqui publica-se quem quer dizer alguma coisa, mesmo que ainda não saiba muito bem o quê.
Desenhos, textos, confissões, teorias, sonhos, rabiscos — tudo o que couber numa folha A3 (e, se não couber, dobra-se).
Somos filhos e filhas de uma escola onde a tinta corre nas veias e as ideias nunca ficam quietas.
A António Arroio ensinou-nos que o gesto criativo é também um gesto cívico — e que o caos pode ser produtivo, desde que bem dobrado.
A AAZINE existe para dar forma ao improviso, ao erro, à convicção e ao riso.
É o nosso modo de afirmar, com papel nas mãos, que a liberdade de expressão não é um conceito: é uma prática.
Cada fanzine é um pequeno acto de resistência, de humor e de amor — à arte, à palavra e à possibilidade de continuar a inventar o mundo.